Muito é dito a todo instante.
A vida atual e as redes sociais nos instigam a opinar e manifestar sobre tudo a todo momento, mas pouco sabemos de nós.
Muitas certezas e problematizações são lançadas diariamente em posts, tweets e mensagens de WhatsApp.
Muitas teses nascem e morrem diariamente nos deixando desnorteados e perplexos.
Importa é minha ideia vencer. Importa é minha catarse. Importa é passar adiante o incômodo e até as coisas edificantes que recebemos e não temos tempo ou disposição de incorporar.
Ficamos exaustos e exauridos, como náufragos buscando ar.
Diariamente colocamos para carregar nossos equipamentos tecnológicos, mandamos para a lixeira arquivos inúteis e defasados, atualizamos os aplicativos, mas costumamos ser negligentes conosco.
Vamos acumulando lixos, ressentimentos, cobranças e cansaços. E a vida e o mundo ficam pesados como os hardwares dos computadores que param de obedecer a nossos comandos.
Ligamos o piloto automático e nos desconectamos de nós para obedecer ao externo.
Final de ano é uma hora propícia pra gente se formatar, abaixar os dedos em riste apontados para o outro, pousar as mãos nos nossos corações e trocar o chip dos julgamentos e das convicções por um download de perguntas:
E seu eu respirasse fundo antes de cada enter?
E se eu me ouvisse mais antes de reagir ou aderir a todos os estímulos e provocações externas?
E se eu melhorasse primeiro minha relação comigo mesmo, como nos orientam com as máscaras de oxigênio nos aviões, antes de cobrar do outro uma mudança?
E se eu me recolhesse?
E se eu confiasse mais?
E se eu agradecesse mais e reclamasse menos?
E se eu silenciasse?
Talvez a gente se desse conta de que, embora sejamos muitos, cada um de nós é único, e de como é rica esta diversidade, e que nos igualamos todos em nossa pequenez diante deste mundo que gira a despeito de nós.
Texto verdadeiro e lindo!!!! E se eu aplicasse tudo que foi dito acima? E se eu não deixasse pra depois decisões importantes? Tudo muito difícil mas vale a pena tentar.
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