Enquanto assisto a uma novela antiga no computador, vejo pela minha janela a lua cheia.
A lua nos observa, nos indica ciclos que iniciam e se fecham, e na novela que acompanho, crises em épocas antigas desdobram-se como as crises que vivemos atualmente. Econômicas, existenciais, sociais, raciais, de gênero.
As crises vão e vem, os problemas se repetem, as soluções também: a preservação dos privilégios, a perseguição e o sacrifício daqueles que são a base da pirâmide é a regra. Bancos ficam, pobres vão.
Avançamos e regredimos como as marés que são conduzidas pelas fases da lua. Mas ela não tem culpa de nada, nós é que negamos e renegamos as leis da natureza por não nos enxergarmos parte dela.
Criamos, inovamos, já chegamos no 5G. No entanto, nossos conflitos, as guerras, o espírito bélico que cravamos no nosso DNA, antes como sobrevivência, hoje como disputa de poder e riqueza, persistem.
E a lua, altiva, nos observa. Será que ri de nós ou chora por nós?
Ou não tá nem aí e a gente é que se dá tanta importância….
Acho que ela chora por nós! E é a pura verdade, os problemas são os mesmos, ano após ano.
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Ao ver a lua, só cantando com o Catulo: “não há, oh gente, oh não luar como este do sertão”. A lua nos vê e não sabe que os homens estão doidos para lá retornar e implantar nela todos os males que já implantaram aqui. Será que tomarão juizo?
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