Capitão Fantástico. Um filme. Numa linha, um pai querendo criar os filhos fora da “Matrix”, de forma radical, portanto confrontando o estabelecido e pagando o preço por isso. Vale conferir. Vemos muitos por aí hoje e desde sempre existiram. Tive essa ilusão um dia e acredito que em alguma medida ou em algum momento, a maioria dos pais pensa: com meu filho vai ser diferente.
Há também graus de Capitão Fantástico, na minha sociologia de botequim.
Os que questionam o que está aí, mas ainda querendo e acreditando no sistema vigente, buscando formas de aperfeiçoá-lo. Há os que se juntam à manada e pagam pra ver ou apenas querem se dar bem. Há os que querem romper com tudo mas não sabem o que colocar no lugar. E há os que defendem e lutam por uma utopia e por ser utopia, um tiro no escuro, mesmo que intelectualmente embasada, ou no nosso estágio atual, um caso de vida ou morte.
Fato é que inadequação, diferente da nossa rasa indignação cotidiana, é questionamento profundo. Inadequação é confronto de dentro pra fora. Inadequação é normal. Inadequação é evolução.
A inadequação nos coloca em movimento, interna e socialmente.
Há muitas pílulas pra nos deixar adaptados cada dia mais cedo. Mas não adianta. Zumbis ou não, rompemos ou apenas sobre-vivemos… porque há um Capitão Fantástico em todos nós.
Entramos e saímos da Caverna damos saltos e nos domesticamos, damos saltos e nos domesticamos….
Até onde vale a pena ir?
Capitão Fantástico: uma metáfora, uma caricatura, uma rebeldia apenas, ou uma parte de nós, que validamos ou anulamos?
Se matarmos o Capitão Fantástico que habita em cada um, o que será de nós?