Notas e impressões aleatórias de uma típica turista burguesa

De cara, registro que na última viagem que fiz à praia, me dei conta de que biquíni é uma vestimenta desconfortável. Talvez esteja procurando o gancho ou a desculpa pra usar os famosos “duas peças” de coroa, sei lá. Mas ficar desconfortável não é mais minha praia, desculpe o trocadilho.

Não é porque estamos relaxados e de boas que temos que cair matando em descartáveis e produzir ou espalhar mais lixo ainda do que o normal.

Estar numa região diferente é dançar conforme a música local. Significa dizer que não estamos no nosso quintal, play ou na nossa laje. Turista predatório, espaçoso, sanguessuga, ruidoso e cheio de exigências que nem sub celebridade é bem brega. Estou aprendendo.

Desdobramento desta nota é a péssima prática atual de caixas de som individuais nas praias. Sem comentários.

Nem tudo me apetece mais. Igrejas, por exemplo.

Uma programação turística é feita pra ser burlada em nome do “não tô afim”, um bar/café, uma perambulação ou um descanso mesmo.

Os moradores do local sempre nos ensinam  alguma coisa. Essa é a ideia das viagens. Troca. Acho que não são de bom tom preleções “civilizatórias” ou questionamentos culturais. Uma boa hora pra se perguntar: quem você pensa que é?

Se quiser toda hora coisas muito específicas que não são próprias do lugar, melhor ficar em casa. Globalização não quer dizer que é tudo igual. Ainda bem. Ok, exceção pro cafezinho, né?

As opções e experiências gastronômicas para pessoas vegetarianas ainda são bem restritas em viagens. É bom estar preparado pra comer muita batata. Essa tem sido minha experiência.

Nota bem pessoal: Detesto turismo de pulseiras ou aqueles “não lugares” que existem hoje.

Feed backs são importantes, mas tem jeito, hora e lugar.

A propósito, pousada/hotel sem ducha higiênica perde pontos na minha avaliação, sorry.

Acertar os looks e encaixar tudo numa mala de mão é sempre um desafio.

O limite entre aproveitar as experiências e se sujeitar a qualquer coisa em nome delas é tênue.

Turista é um ser confiante e confiado. Acredita em todos os meios de transporte, equipamentos e na higiene. Ou finge que.

Lei da oferta e procura é diferente de extorsão.

Vamos sempre cair em alguma pegadinha. Nossa “esperteza” e experiência não nos blindam  cem por cento delas.

Compras x turismo: melhor momento de usar a máxima “na volta a gente compra”, com honrosas e  locais exceções.

O caminho faz parte do roteiro.

O legal de ter o privilégio de viajar é que elas, as viagens, sejam lá longe ou logo ali, podem ter vários propósitos. Sair da rotina, conhecer lugares e pessoas, gastronomia, cultura, descansar, revisitar, namorar, se reencantar, se conhecer, se desafiar.

Lema: trazer lembranças, mesmo as dos perrengues, abrir a cabeça,  deixar  boa impressão e não rastro.

Ir é bom, mas voltar pra casa também.

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