Chegando de mansinho

Janeiro já se encerra e não passei por aqui neste princípio de 2023.

Mês do meu aniversário.

Mês de chuva, de ressaca das festas, de viagens à praia, de inaugurar agenda nova.

Início de novo governo, a volta das velhas polêmicas econômicas, sociais e morais ao mesmo tempo em que a caixa preta da gestão anterior é aberta. Rescaldo de tempos sombrios que não se encerraram.

Mais do mesmo. Parece disco de vinil arranhado.

Uma guerra faz aniversário e se junta às guerras eternas espalhadas pelo mundo.

A crise climática parece não assombrar, ainda. É tema para ativistas radicais, iniciativas pessoais e encontros formais de líderes, que não se mexem, na prática. Pelo menos no ritmo que a demanda impõe.

Sigo envelhecendo, como todo mundo, tentando entender esse momento, e se isso é possível.

No que me apegar, que escolhas fazer, o que abandonar, como me cuidar, até onde ir, e como aproveitar também o momento mais solto e mais solitário da vida.

A lista de temas para problematizar e dar pitacos neste espaço e na vida afora é extensa, mas já tem gente problematizando demais sobre tudo, e não sei se quero seguir esse caminho, por hora.

Oscilo entre a good vibes e a indignação, o niilismo e a necessidade de me posicionar e agir.

Parece uma segunda adolescência, sem o tempo jogando a favor.

Nesse momento sou olheira, faço perguntas, desconfio, investigo, sinto.

Celebro o dia a dia. Os pequenos eventos, os aprendizados sutis, as minúsculas conquistas.

É tempo das miudezas…

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