Coisas, pessoas e situações passam pela nossa vida, ou ficam
marcam, referenciam, permanecendo ou saindo
ficar parece estagnar
mas ficando se transformam também
então deixar ir ou deixar ficar
não se trata apenas de segurar ou abandonar
às vezes abandonamos algo ou alguém achando que desapegamos delas
mas elas seguem em nós
ou algo e alguém podem ficar e a relação mudar
meu pai abandonou um lugar que o oprimiu
mas aquele lugar nunca saiu dele
Passei uns dias desafiadores participando da seleção de seus pertences particulares póstumos mais relevantes: sua extensa bagagem intelectual e profissional.
O que fica o que sai
O que ficou ganhou destaque e o que foi está registrado nos seus livros
nas partilhas que fez com o mundo e no seu trabalho
e tudo o serviu de alguma forma mas o caos foi dominando os espaços
nas mensagens motivacionais em redes
sempre lemos: deixa ir, solta!
Saia desse relacionamento tóxico!
Muitos saem e repetem a relação tóxica com outros
porque nem sempre sair é se transformar ou posso ser eu a tóxica
Larque tudo pra trás e recomece!
ninguém se zera ou se reseta
fechamos ciclos, atualizamos programas mentais, mas temos uma bagagem,
que pode ficar mais leve ou mais pesada
organizada ou caótica
que pode ser trocada ou modificada
e os aprendizados são as “sujeirinhas” que ficam nela de outras viagens
podemos ter um armário minimalista e uma mente atulhada
ou um mundo de sapatos e não sairmos do lugar
Está mais fácil deixar o algoritmo nos conduzir
o whatsapp comandar nosso humor
A pandemia também não nos deixou escolha
o virtual se impôs como nunca
E amplificou nossas neuroses, confundiu, aliviou e sufocou
A vida real vai voltando a existir e lá ou cá seguiremos escolhendo
da melhor ou da pior forma, conscientes ou manipulados
o que fica e o que vai e como nos relacionamos tanto com o que ou quem fica ou vai
esse será sempre nosso “dilema”
Sempre muito bom!!!
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Atualmente estou mais para o vai. Kkkk
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