O Brasil no divã

Quando pensamos em melhorar um país, imaginamos melhorar as instituições e aprimorar nossas escolhas eleitorais.

Mas ando achando que o Brasil talvez seja um caso também de divã e não só de urna.

Trata-se de um caso complexo de psicopatia, compulsões e taras.

Teve uma infância de explorações, guerras e torturas que nunca foi bem resolvida, ao contrário, tudo foi colocado debaixo do tapete.

Passou por cima desses traumas com uma pose de gigante cheio de potencial, mimado, se achando…

Ficou perdulário, megalomaníaco, mas ao mesmo tempo com baixa auto estima. Precisa sempre da aprovação dos outros ou de copiar alguém.

Tem fixação com peitos e bundas e com o que cada um faz com seu corpo, portanto na fase anal ainda e posa de descolado, quando é um poço de preconceito, misoginia e machismo.

Gasta o que não tem, desperdiça e depreda o que tem sobrando, tem mania de perseguição do monstro comunista que é só a nossa própria sombra de desigualdade para a qual nos recusamos a olhar. Gostamos da caridade e não da igualdade.

Eleições temos a cada dois anos, mas elas não resolvem nossas questões mais profundas de falta de identidade, de coesão, de humildade e não conseguem unir ou criar uma nação.

Queremos liberdade, mas na hora do vamos ver, recorremos a um pai autoritário.

Nos escondemos e/ou exorcizamos as nossas mazelas nos templos, nos bares, brigando no trânsito, dentro de casa e agora nas redes.

O Brasil virou um salve-se quem puder, sem pai, nem mãe nem irmandade.

Um bom divã talvez seja revisitar nossas história, olhar para nossas sombras, amadurecer, nos responsabilizarmos pelo que fazemos e escolhemos e parar de dizer que a culpa é da mãe.

Vamos votar de novo daqui a pouco, mas ainda com muitas questões mal resolvidas. Dá pra seguir e eventualmente avançar, como a maioria de nós individualmente seguimos com nossos perrengues emocionais nos acompanhando, mas é mais difícil e dolorido andar pra frente sem nos curar por dentro.

Brasil, neurótico por natureza…

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