Ela gera, nutre, cuida, guarda, dá colo, acolhe, se doa, corrige, ensina.
Mas se cansa também, se magoa, até se embrutece às vezes, mas não perde sua força e sua alegria.
Ela dá a cada um o que necessita, a tempo e a hora, mas achamos sempre que o outro filho é mais querido e protegido e estamos em eterna disputa.
A gente não entende seus recados, conselhos e exemplos e agimos como filhos rebeldes de causas pouco nobres.
É também sugada, vilipendiada, disputada por filhos gananciosos e arrogantes que apenas tiram proveito dela.
Há sim aqueles filhos que vivem em harmonia e até morrem por ela.
É onipresente e invisível ao mesmo tempo.
Como filhos sempre achamos que ela é guerreira e suporta tudo, mas não queremos ouvir seus reais desejos e necessidades.
Mas para agradá-la e vê-la feliz, basta parar tudo, observar e sentir. Ela não vai dar sermões, nem castigar.
Ela vai dar exemplo e regenerar, enquanto puder. Pra continuar gerando, cuidando, acolhendo e dando colo.
Ela é a Mãe Terra, Gaia, Pacha Mama.
Dela viemos, é onde estamos e para onde vamos
Saudações, grande mãe!

Parabéns Lena muita sensibilidade nos textos!!!
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