Duas vezes ao ano eu dou uma geral no meu armário por conta de mudança de estação. Frio e calor. Apesar de que nosso clima não tem mais definição bem estabelecida.. Mas tomo esses esses períodos como um gancho.
É hora de lavar o que estava guardado e guardar algumas coisas que sei não vão ser usadas na estação.
Até para esquecer um pouco delas…
Uma tarefa estigmatizada essa, já que normalmente nossos armários e closets vivem cheios e fazer triagens dá mesmo muita preguiça.
Mas o depois vale a pena. Diria que é até reconfortante.
E toda vez observo que é também um momento de autoconhecimento.
Olho para algumas peças e penso: isso não tem mais a ver comigo ou porque não uso?
O corpo muda, a idade muda, as nossas atividades mudam, as preferências mudam, o mundo muda.
É possível, como tudo hoje, terceirizar a tarefa, é válido, mas corremos o risco de perder a oportunidade de nos embrenhar em lembranças, desapegar de tralhas, reconhecer que algumas coisas não nos cabem mais e que outras dependem de uma repaginada.
Não faço dobras perfeitas, não organizo como as blogueiras, mas dicas podem ser inspiradoras para nos orientar.
A cada ano observo que fica mais fácil, porque fui esvaziando, minha rotina de aposentada não demanda muita produção, e acredito cada vez mais que precisamos repensar as nossas necessidades.
Quem nunca, diante de um armário cheio, não disse: “não tenho nada pra vestir”…
Portanto, não é a quantidade que define se vamos estar supridas ou bem vestidas, mas é a configuração do que está lá dentro. Acompanho especialistas que conseguem fazer vários “looks” com 3 ou 4 peças, mudando somente o calçado, o acessório ou a forma de uso.
Precisamos de um guarda roupa que realmente nos represente no momento em que estamos.
Confesso que ando numa entressafra de preferências, mas já sei que conforto é essencial. Coisas da idade, né?
A moda pode ser um norte, uma diversão, mas não pode nos impor nada, penso.
A internet está aí pra nos compelir a adquirir qualquer coisa num click e não pensamos de onde vem aquela roupa, como foi feita, por quem e o que será feito dela depois. Tive notícia de que o deserto de Atacama está virando lixão de roupas descartadas.
Portanto, antes de “finalizar a compra”, vá arrumar seu armário. Você pode encontrar pérolas perdidas ou descobrir que não precisa de mais uma “bruzinha”.
A gente costuma menosprezar algumas tarefas da vida, sempre temos coisas mais sérias, mais inteligentes, mais importantes ou divertidas pra fazer, metas a cumprir, mas todas elas dependem de uma base e um armário minimamente organizado, arejado, com o que realmente nos apetece, pode nos fazer ganhar tempo, nos dar sensação de conforto e de leveza.
A vida já nos pesa o suficiente.
Ótimo. Não abro mão de organizar os armários. Não só separando o que não gosto ou não uso, como reciclando peças que valem a pena. Em tempo: Faço isto tb nos armários da cozinha. 👏👏👏
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