Me considero uma mãe amorosa, acho
do meu jeito
Fiz as escolhas que dei conta de bancar
Me alegrei demais e me alegro ainda
me frustrei muitas vezes
Chorei e me emocionei muito também
Tive medo, insegurança
Briguei com meus filhos e com o mundo pra dar exemplo
Vivi conflitos internos
Equilibrei pratos como toda mãe
Tive muitas dúvidas e aprendi muito sobre mim e a vida na caminhada com eles.
A criação, tive a sorte de dividir com o pai.
Já a maternidade, compartilhei com muitas outras mães
com elas aprendi que as cartilhas são tantas quantas são as mães
e pra cada filho uma cartilha é inaugurada, não é dada pronta
uma nova mãe, uma nova relação a ser construída e des-coberta
isso nem Google nem Chatgpt vão ensinar ou explicar
A maternidade que vivo agora é madura como eu
com meus filhos já adultos
Que vivem seus próprios conflitos
equilibram seus próprios pratos e bancam suas escolhas
Que tem medos, dúvidas e se frustram também
Se alegram com as conquistas, amizades e amores
e choram suas dores
Sonham, ambicionam e vivem intensamente seu tempo
Como acho que tem que ser.
Eu sigo aqui
Agora na plateia, de longe,
sempre atenta, alerta, disponível, saudosa
Se mãe erra, na mesma proporção ela se culpa
E a conta fica zerada
Logo, não há fatura a cobrar
Só a vida a seguir
A minha, a deles, a nossa.
Belo relato do cotidiano de uma mãe. De partícipe, torna-se espectadora. Embora atenta, não interfere.
E assim caminha.
Parabéns!!!
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