Adedanha de 2023

Por João Martins

Sentimento: perplexidade

Lugares mais frequentados: academia, casa da minha mãe, a minha própria, feiras, bares.

Bebida: vinho

Roupas: perdi várias

O que fiz muito: cozinhar, experimentar receitas que só eu como, andar, internet, escrever, matutar

Uma alegria: boa saúde, bom sono

Outra alegria: o grafiti no meu muro.

Viagens: João Pessoa, São Paulo, Serra da Canastra, bem eclético e bate voltas agradáveis com o marido.

Uma realização material: minha cozinha nova

Relaçôes: ressignificadas

Família: ninguém soltou a mão de ninguém.

Filhos: voando e amadurecendo

Casamento: esteio, desafio constrante

Outro desafio: saber o que serve para mim neste mar de informações e desinformações

Uma perda sentida: Rita Lee

Um embate: com os livros.

Uma implicância: influencers

Uma pessoa: Nara e tudo o que sua chegada significou

A chegada dos 60: susto, aceitação, cuidados sem neura, tiquinho de medo.

Sobre o mundo: Criando problemas para vender soluções, sempre

Uma frustração: poucas conversas ao vivo

Notícia recorrente que me afetou: feminicídios e todo tipo de violência contra a mulher

Constatações: as redes podem adoecer e viciar, a monetização da vida, a desigualdade é motor do nosso sistema, as pessoas, eu inclusive, estão muito mais autocentradas e entramos a Era da inflexão climática.

Um paradoxo vivido: sair de um lugar paradisíaco mas tóxico

Um medo: o preconceito, os rótulos e as demandas impostas pelo etarismo mais do que eventuais limitações

Sonho: ter e viver os meus próprios e não os dos outros.

2 comentários em “Adedanha de 2023

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